petição online

Ora aqui está uma petição online com piada.
Assino com um sorriso no rosto, apesar dos erros de português do texto da petição e de saber que estas coisas valem pouco mais que nada!

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Pelo regresso dos míticos Manowar a Portugal!!

Assisti a um concerto desta malta no dramático de Cascais em 1994 (?) que foi qualquer coisa de fantástico... Até porque os Manowar não são uma banda qualquer, temos que recordar que, numa altura em que as coisas ainda estavam a começar, foram a primeira banda em que cada um dos membros assinou o seu contrato com o próprio sangue!

Agora um par de malucos-do-metal decidiu criar esta petição. Assino (apesar de ser para o Porto e de discordar do tom desta malta que se considera sempre posta de lado), nem que seja só pelo sorriso que isso provoca em mim... Oh, saudade!!


este mexeu lá dentro, e teve que vir para aqui

Recebi por email esta curta-metragem, e... teve que ser!
Acho que é para dedicar àqueles que, estoicamente, participam em campanhas nas quais não recebem o que quer que seja (excepto a sensação de dever cumprido), mas, independentemente de tudo o resto, continuam a fazer a sua parte!

ai o português, o português...

Hoje realizaram-se os exames de Português.
Parece que a coisa correu sem grandes sobressaltos pelo país fora. Ainda bem!

De acordo com uma notícia do Público, ontem, vésperas do exame de Português, aquele-que-ocupa-o-cargo-de-primeiro-ministro demonstrou mais uma vez que o estudo não tem sido o seu forte e... confundiu maioria absoluta com maioria parlamentar, dizendo que eram a mesma coisa.

Claro que não é obrigatório que um senhor cujo percurso académico é... o que é (!), seja obrigado a ser um mestre da língua portuguesa, mas pelo menos convém que saiba aquilo que com ele se relaciona directamente, pelo menos para saber o que pede à malta!

Ah, que saudades do Sócrates grego...

exames... espero que não se note!

O Público de hoje apresenta uma notícia com o título: "alunos enfrentam os exames num dos anos mais agitados nas escolas do país". Sinceramente, espero que não se note, pois há sem dúvida uma factura a pagar por um ano de instabilidade e descontentamento face à série de experiências (sim, porque é de experiências que se trata: a experiência de um regime de faltas que não lembra ao chifrudo; a experiência de um regime de avaliação da docência em função de critérios (quais?) no mínimo duvidosos, enfim... experiências) levadas a cabo pelo Ministério da Educação (ou mistério da educação). O que aborrece é que, como qualquer corrente tende a quebrar pelo elo mais fraco, quem acaba por pagar estas facturas são aqueles que menos têm culpa do desnorte que caracterizou este ano lectivo: os alunos!
Felizmente trabalho numa escola que (por ser privada) consegue manter-se mais ou menos alheada deste clima de instabilidade e, ao longo do ano, proporcionar aos seus alunos um ambiente de trabalho que, neste momento, lhes permita fazer face aos exames nacionais com algum optimismo.

Felizmente isto acontece na escola onde lecciono.


Infelizmente, isto não acontece no resto do país, e é por essa razão que espero que não se note, nos resultados destes exames, a quantidade de experiências que este ano se lembraram de fazer no ensino! No ano passado, a coisa resolveu-se com um exame de matemática... como dizê-lo... acessível (!), o que dá origem a uma bela peneira, com ornamentos pintados a ouro que, por um momento, até parece que tapa o sol... por um momento!

Bem, espero que não se note... muito!

a lei da morte

A frase é: "E aqueles, que por obras valerosas, se vão da lei da morte libertando".
Sempre li esta frase a pensar no adquirir da imortalidade através da obra, que persiste para além do autor... Mas... Na passada quarta-feira fui forçado ler Camões de uma forma um pouco diferente!

AC/DC
Uma banda que já anda por cá desde 1973 (é verdade, isso tudo) e que tem mantido exactamente o mesmo registo desde então. O guitarrista (o mítico Angus Young) parece não envelhecer: toca e dança exactamente da mesma forma que sempre fez. O vocalista (Brian Johnson) que continua a cantar exactamente com os mesmos tiques que lhe conhecemos desde que se juntou à banda em 1980... E por falar em 1980, foi nesta altura que surgiu aquele que para mim é O album desta banda: Back in Black, que ouvi vezes sem conta numa cassete (no tempo em que ainda existiam cassetes)...

A maravilha é que fui para o concerto a pensar em três faixas que me são particularmente queridas: Back in Black, You Shook Me All Night Long e TNT..., e eles tocaram as três!
Normalmente passados alguns anos, as bandas têm uma certa tendência para readaptar as músicas em função das tendências actuais. Os AC/DC não o fizeram. Tocaram estas três músicas do mesmo modo que há 28 anos e...
...
Continua a saber tão bem!!
Continua a mexer tanto com a malta!!
Continua a provocar em nós aquele sorriso!!

Dito isto e depois de um belo concerto em Alvalade, apetece-me interpretar Camões de outra forma: é que estes senhores, através de uma bela "obra valerosa" parecem mesmo libertar-se da morte... Porque estão cada vez mais novos!!

para dedicar

Hoje liguei a tv e (inadvertidamente, entenda-se) fui parar à TVI... Lembrei-me logo dos velhinhos Titãs.
A versão não é a original, mas o vídeo é mesmo ideal para dedicar a esse grande e maravilhoso canal de tv...



A televisão
me deixou burro
muito burro demais
Agora todas coisas
que eu penso
me parecem iguais

O sorvete me deixou gripado
pelo resto da vida
E agora toda noite
quando deito
é boa noite, querida...

Oh Cride, fala prá mãe
que eu numca li num livro
que o espirro
fosse um vírus sem cura
Vê se me entende
pelo menos uma vez
criatura!

A mãe diz pra eu fazer
alguma coisa
mas eu não faço nada
A luz do sol me incomoda
então deixa
a cortina fechada

É que a televisão
me deixou burro
muito burro demais
E agora eu vivo
dentro dessa jaula
Junto dos animais

Oh Cride, fala prá mãe
que tudo o que a antena captar
o meu coração captura
Vê se me entende
pelo menos uma vez
criatura!
Oh Cride, fala prá mãe

...

sociabilidade insociável

"[...] a sociabilidade insociável dos homens, isto é, a sua tendência para entrar em sociedade; essa tendência, porém, está unida a uma resistência universal que, incessantemente, ameaça dissolver a sociedade. Esta disposição reside manifestamente na natureza humana. O homem tem uma inclinação para entrar em sociedade, porque em semelhante estado se sente mais como homem, isto é, sente o desenvolvimento das suas disposições naturais. Mas tem também uma grande propensão para se isolar, porque depara ao mesmo tempo em si com a propriedade insocial de querer dispor de tudo a seu gosto e, por conseguinte, espera resistência de todos os lados, tal como sabe por si mesmo que, da sua parte, sente inclinação para exercer a resistência contra os outros (...), os seus congéneres, que ele não pode suportar, mas dos quais também não pode prescindir."
Immanuel Kant, Ideia de uma história universal com um propósito cosmopolita

Kant escreveu este texto em 1784, e surpreende-me, ao olhar em volta para a sociedade (da qual também sou sócio), o quanto esta idéia de sociabilidade insociável é actual e perfeitamente aplicável àquilo que se tem passado nos últimos dias.
De facto não nos suportamos, mas também não podemos prescindir uns dos outros! De facto queremos regras que se apliquem a todos, mas procuramos sempre uma excepçãozinha para nós! De facto temos um lado social, mas temos também uma tendência enorme para minar e destruir a sociedade.

Agora voltando aos desacatos da Bela Vista (juro que estava a tentar não voltar a este assunto), hoje soube que a câmara tem por receber milhares de euros de rendas daquelas habitações sociais que nunca foram pagas pelos moradores. Algumas rendas têm valores de 3€ (não, não me enganei, são 3€ mesmo)!!

Kant sabia mesmo do que falava!

bela vista

No ano em que dei aulas em Setúbal (2000/2001), estive no bairro da Bela Vista duas vezes. Na primeira vez andávamos perdidos (eu e o meu colega, um grande amigo…) e à procura daquela que seria a nossa casa para esse ano. Perdemo-nos e acabámos num bairro onde decidimos parar para pedir informações. Quando olhamos para o carro estacionado ao nosso lado, reparámos que estava carregado de pequenos buracos redondos. Balas! A seguir percebemos que à nossa volta havia uma série de olhares que nos fixavam sem medo. Saímos dali assim que possível, porque não nos sentíamos bem.

Ouvi muitas vezes falar no bairro da Bela Vista, do tráfico de drogas que lá havia, da quantidade de armas que por lá andavam, de como nós, novos na zona, não queríamos ter problemas com a malta lá do bairro…

Na semana que passou voltei a ouvir falar do bairro da Bela Vista e não foi pelas melhores razões, outra vez! Ao que parece a polícia (ou a bófia, ou como for) alvejou uma pobre criança que disparava contra eles… Depois começou a violência, contra a polícia… Como se estivéssemos de regresso àquele velho oeste do ‘olho por olho’…!

A seguir começaram a levantar-se as vozes de sempre: “ah, e tal que a exclusão social isto e aquilo”; “ah, que este tipo de problemas é de muito difícil solução”. No fim veio o argumento de que mais gostei, porque parvo: “ah, que a polícia não pode agir desta forma e disparar contra as crianças…”

Como??

“Ah, que a polícia não pode agir desta forma e disparar contra as crianças…”

Como??

Depois desta alarvidade mágica é inevitável imaginarmos a solução alternativa (apesar de, em termos lógicos, correr o risco de criar um raciocínio falacioso): ora se a polícia não pode responder quando lhes disparam, resta-lhes a hipótese de levar tiros destas…, “crianças” de arma em punho! Mas por outro lado, se assim é, para que raio serve a polícia? Para o tiro ao alvo desta malta?

Há já uns tempos que penso que as políticas sociais que temos vindo a seguir estão desajustadas, mas é mais do que certo que não é a incendiar os carros dos outros, nem a apedrejar os bombeiros, que trazemos justiça social ao país!

crise?? onde?

Diz o povo, na sua infinita sabedoria:
"quem parte e reparte,
e não fica com a melhor parte,
ou é burro, ou não tem arte"

Ah, o povo sabe tantas coisas...
Numa incursão pelo site do jormal i li uma notícia que me deixou meio-abananado. O título é: "Políticos portugueses recebem o maior aumento da última década" (!!). A princípio fiquei incrédulo, afinal andamos em crise e a apertar o cinto e tal... Mas depois fui ler a notícia e descobri que o nosso Primeiro Ministro (nem sei porque escrevo isto com maiúsculas) vai ser aumentado em 161€ por mês... De acordo com o mesmo jornal, "os aumentos dos pensionistas são mais limitados"... Humm
Leio isto e penso:
'Mas o Presidente da República não mete mão nisto?'
Mais abaixo descubro que o salário do PR aumenta em 140€ (antes ganhava só 7415€) e concluo: 'de facto, o PR mete mão nisto!'

Continuo a ler e eis que me surge esta:
"Os titulares de cargos públicos têm ainda direito a um abono mensal para despesas, cujo limite pode chegar a 40% do salário no caso do Presidente, primeiro-ministro e ministros, ou de 25% no caso dos deputados."

Crise?? Onde?

back on stage...

Depois de muitos terem escrito verdadeiros epitáfios relativamente a estes senhores e de a banda ter sido dada como irremediavelmente desaparecida (o último álbum nem teve direito a tour), eis que os Rammstein se preparam para lançar um novo álbum e prometem passar por Portugal!
Será no próximo dia 8 de Novembro no pavilhão Atlântico. Lá estaremos, outra vez!

Aqui fica um cheirinho...

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críticos contrafactuais

O pensamento contrafactual pode caracterizar-se como uma situação em que:
"as pessoas elaboram simulações mentais de situações passadas, nas quais as coisas ocorrem de uma forma diferente daquilo que aconteceu na realidade. A alteração mental de resultados passados, presente nestes pensamentos, é uma reacção cognitiva a acontecimentos negativos ou a acontecimentos que não confirmam as expectativas."

Traduzindo: trata-se de uma forma de pensar em que procuramos adaptar o que acontece àquilo que pensamos (em vez de adaptar o nosso pensamento à realidade).
Ao ler as críticas que determinados semi-deuses rabiscam nos jornais, nos blogues, enfim, onde quer que lhes dão espaço para parirem os resultados da sua bílis (porque para algum lado tem de cuspir fel), não consigo evitar a recordação do conceito de contrafactual.

Por exemplo, se uma banda lança para o mercado um novo álbum, as críticas seguem, tradicionalmente um de dois caminhos: (1) A banda não inova e mantém-se agarrada ao passado e o novo álbum é apenas mais do mesmo; (2) A banda perdeu a sua identidade e cedeu ao mercado MTV (são uns vendidos).
E RARAMENTE há lugar para o: mantiveram a sua identidade, fizeram um bom álbum apesar de não ser uma revolução no mundo da música.

É que anda a fartar-me esta malta que exige que cada banda se reinvente de álbum para álbum, e, quando isso acontece, dizem que estão a ceder ao mercado e à pressão das vendas e blá, blá, blá... Como se na verdade quisessem que a realidade se adaptasse à sua forma de pensar (por isso falam como quem diz verdades universais), mas isso não revelasse mais do que um medo de errar caso se comprometessem com uma crítica um pouco mais... positiva! 

Não só andam de olhos e ouvidos tapados, como insistem em procurar fazer com que o mesmo aconteça connosco!

ilusões & desilusões

Já ouvi o Amália Hoje, e confesso-me desiludido… A expectativa era alta, e quando assim é…
Esperava uma coisa noutra ordem, e afinal é apenas um álbum de The Gift, o que não é mau, mas sabe a pouco, para o que parecia prometer!


Por outro lado os Depeche Mode acabaram de lançar um novo álbum, chama-se sounds of the universe… Ainda estou a dissecar a coisa, de qualquer modo estes senhores não têm sabido desiludir, se bem que neste ponto tenho alguma dificuldade em fazer análises imparciais! Gosto!

a qualidade e o gosto

Sabendo que qualidade e gosto pessoal nada têm a ver, porque o segundo é subjectivo, mas a primeira nada tem de subjectividade, aqui fica a história.
Durante anos achei The Gift uma banda menor... Não conhecia e recusava-me a conhecer! Aquelas teimosias embirrantes que, ainda que cresçamos, continuamos a ter... Tal como quando éramos crianças...
Depois fui, meio contra vontade (arrastado por alguém que conhece muito bem a banda e principalmente o Nuno Gonçalves), a um concerto da banda e a minha opinião mudou. MESMO!
Hoje considero a capacidade criativa deste rapaz, mentor da banda, qualquer coisa de muito especial. Não consegue deixar de lado os seus critérios de qualidade e aprimora-se em tudo o que faz... Se olharmos para os arranjos de um album de The Gift à escolha, percebemos isso mesmo.
Há um par de semanas, perguntei ao tal Sr-que-me-levou-ao-primeiro-concerto-da-banda que andavam eles a fazer, caladinhos durante tanto tempo. A resposta: o Nuno está a trabalhar num projecto, Amália Hoje, em que se pretende apresentar um olhar diferente sobre algumas músicas celebrizadas pela Amália...
Nunca achei a Amália extraordinária (limitação minha, talvez), principalmente porque achava que não se percebia nada do que a senhora cantava e para mim o fado perde muito quando não entramos na letra. Sempre achei que, por exemplo, a Mariza é melhor do que a Amália alguma vez foi, muito embora aqui se trate apenas de uma questão de gosto... Mas o que é certo é que esta "grande senhora do fado" (Amália) cantou poemas fantásticos e excelentemente musicados.
Agora eis que aparecem os primeiros vislumbres do resultado deste trabalho em que o Nuno Gonçalves revisita a Amália através de vozes como as da Sónia Tavares (The Gift) ou do meu ex-colega de curso Fernando Ribeiro (Moonspell)... A julgar pelo single de apresentação, vem aí qualquer coisa... Qualquer coisa BOA!

princípio de Peter

Algures em 1969 o sr Laurence Peter saiu-se com uma tese segundo a qual, «nas organizações burocráticas estruturadas hierarquicamente, há uma tendência para que os funcionários sejam promovidos até ao seu "nível de incompetência"».
Por outras palavras, os funcionários vão trabalhando numa empresa e, devido à sua competência nas diversas tarefas, vão sendo promovidos até que, inevitavelmente, após a sua ascensão na carreira, atingem um nível para o qual não são competentes, mas que conseguem manter porque a despromoção não é um mecanismo habitual (afinal, se promovemos uma pessoa por mérito não podemos depois voltar a despromovê-la).
A consequência: nos cargos mais elevados temos pessoas que não são suficientemente competentes para os ocupar, mas que ficam lá, em prejuizo da empresa...
Penso no Peter e olho para o Canal Parlamento... Volto a pensar no Peter... Volto a olhar para o Canal Parlamento... ... Desligo a TV!

compaixão

Seguia Buda, um dia, o seu caminho,
Sob os raios de sol que o penetravam,
Quando avistou, deitado, um cão velhinho,
Com chagas, onde os vermes pupulavam.

E, com amor e fraternal carinho,
Limpou-lhe as chagas podres, que cheiravam
Tão mal! – livrando assim o pobrezinho,
Mendigo cão das dores que o matavam.

Mas, preocupado, continuou andando…
E lembrou-se dos vermes, que, ficando
Sem nenhum alimento, iam morrer.

E voltou junto deles; e um pedaço
De carne, ali, cortara do seu braço
E, abençoando-os, deu-lhes de comer.
Teixeira de Pascoaes, As Sombras


Apesar de provir do imaginário de Pascoaes, é um excerto demonstrativo daquela compaixão budista em que o sacrifício pessoal é considerado inferior à mais infima forma de vida, que nós, os civilizados do mundo novo, tendemos a considerar insignificante.

Era porreiro que nos contagiasse um pouco, esta compaixão...

pequeno nada (4)

Comprei algo que queria há tanto, tanto, tanto tempo!
... ...
Porque, no passeio que faz pela(s) odisseia(s) humana(s), nos mostra, ao mesmo tempo, aquela nossa face que olhamos com uma saudade desmedida, talvez porque é, de facto, a saudade daquilo que nunca tivemos... E, da forma como caminhamos, talvez nunca venhamos a ter!
O melhor filme de sempre!
(E pensar que cheguei a fazer testes com este filme... Se gostassem havia uma hipótese, caso contrário... andamento!)

vídeos

Porque, graças a um anúncio, voltei a lembrar-me desta música... Deparei-me com estes vídeos e pensei:
Será a Evolução?

Primeira versão de Mad World (dos Tears for Fears), e duas covers que escolhi, a primeira porque gosto da cover, a segunda porque gosto do vídeo. No fim, a versão actual, dos Tears for Fears, outra vez.

O primeiro (em 1982)


A cover do Gary Jules (mesmo boa)


A cover de Sara Hickman (vídeo giro)

Tears for Fears em 2005


Nunca me passou pela cabeça que um dia iria ter aqui uma música desta banda (ainda por cima numa data de versões), mas agora já está!

apetece-me dizer












O Papa voltou a exprimir a posição oficial da Igreja face ao uso do preservativo.

Qual é o problema?

Fê-lo num país assolado pelas DST's e onde propor a abstinência sexual como forma de prevenção é, claramente, o mesmo que olhar para o lado relativamente a uma realidade que se nos impõe a cada momento!

Qual é o problema?

O resultado prático mais provável é que as pessoas não usem o preservativo, nem se abstenham, e façam o que sempre fizeram com todas as implicações que isso continua a ter em termos de saúde...

Sim, mas qual é o problema?

O problema é que este tipo de atitude, demasiado conservadora, só afasta ainda mais da Igreja pessoas que cada vez se sentem menos identificadas com a sua religião, porque a consideram afastada do seu dia-a-dia, quando deveria ocorrer o contrário...

E com tudo isso continuas a afirmar-te católico??

Sou católico e continuarei a ser, porque considero que o catolicismo, enquanto religião, tem mais qualidades que as outras. Claro que, tal como há benfiquistas que não concordam com o que diz o seu presidente e não deixam de ser benfiquistas... ...

E porque há sempre estes...

notícias

E ainda há quem diga que não há notícias animadoras...

O Público de hoje diz isto:
«Escuta telefónica feita em Fevereiro de 2005 envolve José Sócrates no caso Freeport
"Vão mas é chatear o Sócrates porque ele é que recebeu os 500 mil." A frase, interceptada numa escuta telefónica de 17 minutos [...]»


Pá, isto anima!! A mim, pelo menos, anima!

o sal da vida e a mini da sagres

Ao que parece decidiram regulamentar a quantidade de sal no pão.
Eu gosto de pão com sal; gosto daquela manteiga dos Açores, com sal; gosto de café; gosto de uma boa feijoada; gosto de petiscos com os amigos (de quase todos os petiscos); enfim, gosto de uma série de coisas que o meu médico - com o seu ar sabedor, destas coisas da saúde - costuma agradecer que eu coma, pois tem garantidas as visitas da minha parte!

A ideia de regulamentar estas coisas mete-me um bocado de medo...
É que se por um lado é bom que tratem da nossa saúde por nós, já que nem temos juízo para o fazermos nós mesmos (a lei já o faz, quando nos obriga a usar o cinto de segurança ou capacete, cuja não utilização apenas a nós prejudica - exceptuando, obviamente, quem tem de raspar os nossos miolos do asfalto) e isto pode levar, imagine-se, a que um dia se reduza o nivel de nicotina no tabaco,

por outro lado,
arriscamos a que qualquer dia, um governo mais louco e autocrático, decida cometer a heresia de mexer na receita da mini da Sagres*!!
Se eles se atrevem a mexer na mini...
Ai se eles se atrevem... ...

E.F. - Já agora, alguém sabe dizer-me quanto de sal têm os pacotes de Ruffles* (é que às vezes tenho vontade de lavar as batatas) e, por falar em Sagres*, aqueles amendoins que se vendem em pacotitos, quanto de sal têm? Mas como a culpa é do pão, ainda bem que não acompanho a mini com pão... Livra, ainda me salgava todo!!

choque(s) tecnológico(s)

Na Finlândia, o país maravilha para o nosso PM, berço do choque tecnológico e outros choques que tais, uns mais, outros menos radicais, um moço decidiu fazer da prótese do seu dedo uma pen drive usb, com 2 gigas de espaço. Quando necessita, só tem de retirar o dedo e inserí-lo na entrada usb do computador, quando termina, volta a colocar o dedo.(!)

Pergunto-me quanto faltará até que este tipo de coisas venha integrado em nós desde a nascença...
Raio de evolução da espécie, tinhas de ser tão lenta??!

referências inevitáveis




Vem aí o aguardado DA banda...

Sai esta segunda-feira no nosso país (quero lá saber da crise) e chama-se No Line on the Horizon.

Na Fnac do Colombo (esse antro de perdição) vão tocar os 2U, a única banda que toca U2 de forma não-herege...

ahh

Não podia deixar de referir

(03/02/09 - Comprei, e... é mesmo bom! Não é o Achtung Baby, mas é mesmo bom... MESMO!)

chamemos-lhe... casamento!


Vai para dois anos, decidi casar. Deu-me para isso, pronto! Fi-lo quando quis e com quem quis (mai nada!)...

Agora andam por aí a falar em deixar (porque é de deixar que se trata) que pessoas do mesmo género casem. E, claro, levantam-se as vozes de quem não concorda... Ok, que se faz quando não concordamos? Dizemo-lo, claramente! Mas uma coisa é EU querer casar com uma pessoa de um género diferente do meu (porque gosto dela e pronto), e outra é querer que todos OS OUTROS gostem do mesmo que eu!!

Claro que não quero com isto dizer que a Igreja (ai ai) tenha que dizer, "ah e tal nós achamos muito bem". Pelo contrário. Na Igreja são celebrados casamentos de duas pessoas que professam a mesma forma de fé e que, como é óbvio, sentem que faz sentido contrair o matrimónio ali e daquele modo, não só com uma dimensão civil e contratual, mas num momento sagrado no qual Deus tem um papel importante (foi o meu caso)!
Como é óbvio, o casamento civil não entra aqui... Ou não seria civil... Mas isso não impede que todos (incluindo a Igreja) possam dizer o que pensam (mas é lógico que isto não pode equivaler a querer mudar a forma de acção de cada um)...


Agora outra coisa.
Numa reportagem qualquer para um canal qualquer perguntaram, a quem passava na rua (onde tudo acontece) o que pensavam sobre o casamento entre pessoas do mesmo género.

De entre várias respostas mais ou menos alarves, ouvi um argumento fantástico (porque parvo): "devia usar-se um outro termo, no lugar de casamento".
Humm
Não consigo deixar de pensar sobre isto... E chamava-se o quê? Carapaus de escabeche??

pearl diving

Nos dicionários aparece frequentemente o termo 'pearl diving' associado à pesca de pérolas, mas já é altura de sugerir uma aplicação diferente.
É que os índios (de que o Steinbeck se farta de falar) que faziam isto são cada vez menos e estão em vias de extinção, enquanto a nova forma de 'pearl diving' está em franca espansão...
Assim:
Pearl diving é aquele mergulho que damos quando tocamos uma pívia numa piscina e tentamos apanhar o sémen que lentamente se dirige para o fundo!

pequeno nada (3)

Uma aluna encontrou-me e disse: "tenho uma coisa para si".
Depois deu-me isto:

Humm... ... ...

politicacionismos

Às vezes (que não são tantas como isso) a política tem coisas giras...
O Presidente da República recusa-se a comentar o caso Freeport - está no seu direito. Em democracia cada um apenas comenta o que lhe dá na gana!
O que estranha não é, por isso, que o PR não comente, o que estranha é que não possa dizer "não comento porque não me apetece" ou "só comento se eu quiser", ou ainda "não podes obrigar-me a comentar" (enquanto mostra a língua ou mastiga bolo-rei)... Em vez de dizer algo deste género, o PR disse "Hoje estamos aqui num torneio de Golf, não se tratam de assuntos de Estado, podemos assim dizer".
Humm.
1) Estou demasiado ocupado a assistir a um torneio de golf, para pôr-me agora a comentar isso??? Será isto??
2) Desde quando isto é um "assunto de Estado"? Não é uma questão de justiça e tribunais e tal??
E o pior é que era tão fácil...
Era só dizer, num bom algarvio: "nã me fégues com iss déb! Tál tá o rái do môss! Móss, deslárga-me da mão!"

choke














"We're not evil sinners
or perfect knockoffs of God.
We let the world tell us
whether we're saints or sex addicts...
sane or insane, heroes or victims...
whether we're good mothers
or loving sons.
But we can decide for ourselves.
As a certain wise fugitive
once told me...
sometimes it's not important
which way you jump, just that you jump.
I wish I could say I'd left the circuit
completely behind me...
but that wouldn't be entirely true.
I still wonder about Paige
another beautiful psycho
like my mother...
or a twisted soul mate
sent to bring me back to life?"
Chuck Palahniuk - Choke


E.F. - Só porque acabei de ver o filme (pela primeira vez) e... voltou a ser tão bom!

os poetas e as desilusões

O poeta é um doido errando sempre além,
Que d'este mundo, em vida, se desterra...
É o ser divino e pálido que tem
Na alma toda a luz, no corpo toda a terra.
Pascoaes

Normalmente a desilusão advém do desarranjo entre a nossa idealização e a realidade, porque, no momento em que confrontamos o imaginado com a realidade, percebemos que fomos capazes de imaginar um mundo muito melhor que aquele em que vivemos, e ficamos... Chateados...
Depois há a malta que se recusa a sentir desilusões e se convence que o mundo é como o imaginam, ou como gostavam que fosse... Chamamo-lhes poetas, sonhadores, filósofos, artistas, desajustados, ou... membros do governo!

lágrimas

"Sou esta própria tarde, em que, sozinho,
Vagueio, entre penumbras e tristezas...
Projecto a noite sobre o meu caminho
E, em meus olhos, há lágrimas acesas."
Pascoaes

Porque as lágrimas podem ser um bom ponto de partida; porque as lágrimas podem, pelo menos, ajudar a encontrar o poeta-em-nós; porque as lágrimas podem trazer-nos uma outra forma de mastigar a realidade...
Aqui fica, para quem já acendeu lágrimas no escuro.


esclareça-nos, esclareça-nos...

Há já uns tempos que acho que o Presidente da República (não necessariamente este, mas qualquer um) deveria discursar sempre duas vezes. A primeira vez para dizer o que quisesse e a segunda para explicar o primeiro discurso de modo a torná-lo entendível mesmo aos portugueses mais..., limitados!

É que, desde sempre, as mensagens do P.R. são entendidas de modos demasiado diferentes pelos diferentes partidos. Enquanto o governo sente as palavras do P.R. como um incentivo e um apreço pelo trabalho desenvolvido, a oposição interpreta as mesmas como uma "séria crítica ao governo", e isto acontece independentemente de quem é governo e de quem é oposição (porque eles vão trocando)!

A forma de acabar com estas coisas seria, inevitavelmente, que o P.R. discursasse sempre duas vezes e usasse poucas palavras, frases curtas... É que há portugueses que são..., limitados!


De acordo com o que diz o público, "A Presidência da República esclareceu hoje que o chefe do Estado “não falou absolutamente com ninguém” sobre as suas “intenções ou preferências” relativamente às datas das eleições que irão decorrer este ano.". Assim sim, estamos a contribuir para que todos (mesmo os mais..., limitados), percebam que de facto ele... Não falou!

Claro que não tarda alguém irá descobrir o problema deste esclarecimento: é que se o P.R. "não falou com ninguém" (e temos aqui uma negação dupla... os matemáticos dirão que menos com menos dá mais), logo, falou com alguém! A questão irá, com toda a necessidade recair sobre o mistério de saber com quem terá o P.R. falado afinal!?

É tão misteriosa e emocionante a nossa política!!...

ano novo

5… 4… 3… 2… 1… ano novo!
Chega o novo ano e, por entre goles de champanhe (ou espumante rasca) e desejos de um bom 2009 a todos os que connosco se cruzam, chegam as 12 passas (de lado aqueles que dão outras passas e o cheiro das passas deles) e com elas os 12 desejos para o ano que acabou de entrar.
E pede-se.
Olhamos à volta e todos pedem qualquer coisa.
Pede-se saudinha (da boa), pede-se dinheirito (que faz tanta falta), pede-se a paz-no-mundo (que levou ao trono tanta miss), pede-se emprego, pede-se sorte no amor (ou mais um(a) amante), pede-se para não ser multado no caminho para casa (porque conduzir é sempre inevitável), pede-se!
De olhos postos nos euros que rebentam nos céus sob a forma de fogo-de-artifício, com um sorriso estampado no rosto, escutamos o “OOHH” da malta-à-volta, maravilhados com o vermelho que escorre por entre as nuvens.
Naquele momento as certezas são de que o novo ano (e as passas) trarão uma série de melhorias em relação ao anterior… Será do álcool, será do excesso de passas, ou seremos meio-tolos-em-dias-de-festa?
Espero que 2009 seja MESMO BOM para todos, todos, TODOS!

E.F. – Na foto (que veio do Público) o que se vê não é fogo-de-artifício. É um bombardeamento em Gaza.

(3) a banda sonora new age

Take another bite
It'll be alright
What's wrong will soon feel right
Dangerous tonight

Take another sip
Let it kiss your lips
And let a little drip on your thighs

If you let me I'll untie your sensuality
I'll open up your heart and satisfy my greed

I'm dangerous, I'm a dying breed
Poisonous like a centipede
I'm capable of the foulest deed
Dangerous at night

I'm dangerous like a razorback
Deadly like a heart attack
Well, I don't bend and I don't crack
Dangerous tonight

Take another turn
The rules have all been burned
And you've got tricks to learn
Dangerous tonight

Play another role
Try and lose control
And stain your soul to red from white

In my mind, oh, a million voices tell me no
It's prime crime time and I gotta let it go

I'm dangerous like a broken glass
I'm a flesh fanatic psychopath
I can cause you pain and make it last
Dangerous tonight

I'm dangerous when the sun goes down
So cross yourself, don't fool around
I'll drag your heart into the ground
Dangerous tonight

If you let me I'll untie your sensuality
I'll open up your heart and satisfy my greed

I'm dangerous like a broken glass
I'm a blood bubonic psychopath
I can cause you pain and make it last
Dangerous tonight

ainda o avaliacionismo

Espero não voltar a este assunto.
O modelo de avaliação proposto pelo Ministério da Educação não é novidade. Já foi adoptado no Chile. Achei piada ao resultado:

comissão de sophos

Algures, um velho Sócrates parece ter querido acabar com a imagem do 'fulano-que-sabe-tudo', o sábio (sophos em grego), e sugeriu o termo filósofo (amigo da sabedoria) numa onda do 'se calhar estes tipos que dizem saber tudo são um bocado charlatões, porque saber tudo, ninguém sabe'!! Além disso, ele, que tinha acabado de ser considerado o maior sábio da grécia, ainda remata com um 'só sei que nada sei'...

Agora, um apoiante de um novo Sócrates vem sugerir 'comissões de sábios'...


Era valente, este velho Sócrates!!

pequeno nada (2)


"but i know somewhere, that in time, there's not a thing here that'll ever fill me. and i'll die trying."


O segundo 'pequeno nada' do momento.

Veio na mesma encomenda e estava na lista há demasiado tempo... Chama-se Everyone Will Eventually Leave You - um título super sugestivo - e é dos SoulWhirlingSomewhere. Já antigozito, de 1995 (Deus meu, ao tempo que está na lista!), mas que continua a ter o mesmo efeito que quando conheci a banda, em 96!

Um cheirinho por aqui (apesar de não ser deste album)

pequeno nada

Mais uma daquelas bandas de que gosto muito e das quais praticamente não se ouve falar...

Saiu há pouco, numa edição limitada de 200 cópias numeradas à mão pelo autor, A Retrospective, uma espécie de 'best of' black tape for a blue girl. Não traz novidades, mas há quem tenha conseguido o álbum autografado e com dedicatória (ainda que simples)...

Chegou na terça e é o meu tesourinho do momento... um pequeno nada que sinto como muito mais do que isso!

educações

Um dia em cheio, o de hoje!
A um só tempo:

1) a ministra da educação (ou maria-da-desarticulação-avalio-educativa) foi recebida com ovos numa escola secundária em Fafe onde ia entregar diplomas.
A conclusão que podemos tirar: os sindicatos são mesmo mauzões (sim, porque de acordo com maria-da-desarticulação-avalio-educativa, são eles os motores de todas as manifestações, em actos de puras jogadas políticas que visam amedrontar quem diz sim ao seu modelo). Mais, os sindicatos são tão mauzões que agora recrutam não só os professores, como também os alunos... e Deus nos livre de que o ministério da sra descubra quem é o proprietário do aviário!!


2) A escola pública melhor classificada no ranking afirma ter suspendido a avaliação, com o apoio unanime (imagine-se) dos 90 professores que lá leccionam... Ao mesmo tempo, maria-da-desarticulação-avalio-educativa diz que todas, TODAS as escolas estão a concretizar a avaliação.
Para futuro: lembrar a história dos 5 loucos que afirmam ser Jesus Cristo... Pelo menos 4 estão a mentir! Neste caso, com 120 000 profissionais na rua, parece-me (parece-me apenas) que realmente deve haver alguém a mentir, mas como sou mau detective...

Uma coisa é certa, a sra conseguiu que os alunos lhe prestem atenção... Suspeito que vá ter um Bom!!

professores...

A ministra da educação diz que a manifestação é a forma que os sindicatos encontraram para "intimidar as escolas que fazem a avaliação"... Huumm bem, esta é das boas! E a quem serve isso?? Intimidar as escolas?? Pois, as escolas devem pensar (porque as escolas pensam) "ui, que medo! É melhor parar com a avaliação porque 120 mil professores se manifestaram em Lisboa"!!
A pergunta: será que a senhora acha MESMO que com isto convence alguém?

A ministra da educação diz que "não se pode perder a noção do que é do interesse do país", como se fosse do interesse do país que os professores fossem cada vez piores professores e melhores burocratas, ou melhores criadores de portfolios (essa maravilha tão importante).
A pergunta: será realmente do interesse do país perder, com aquilo que é acessório, o precioso tempo que podia ser destinado ao essencial?
(essencial = preparar aulas, pensar nas melhores estratégias para aplicar a todos os alunos, considerando que as turmas são heterogéneas e é necessária uma adaptação constante)

A ministra da educação diz que "há professores que querem concretizar a avaliação" como se apenas alguns professores (três ou quatro, ou algo assim) considerassem a avaliação como algo positivo.
A pergunta: que mistério estará a bloquear a audição da senhora que não a permite ouvir milhares de professores dizer que querem ser avaliados?... Mas avaliados como deve ser!

A ministra da educação diz que "suspender [o processo de avaliação] significa desistir e eu não desisto" porque "não há outro [processo de avaliação]", como se fosse inevitável fazer esta avaliação e, pior ainda, como se fosse pior 'não fazer uma avaliação errada' do que o contrário.
A pergunta: será mesmo melhor enterrar as pessoas em trabalho desnecessário, e que em nada contribui para a qualidade do ensino, que suspender esta tolice?

As conclusões (que obviamente não são as da ministra): é errado considerar que "não avaliar é pior que fazer esta avaliação". Porquê? Simples. Porque ao fazer avaliação desta forma estamos a prejudicar professores, aulas, alunos e todo o processo de ensino, enterrando-os em trabalho burocrático que só serve como enorme peneira para tapar o sol, porque, na verdade, não permite aferir os bons professores!

Acho que já chega, porque já é altura de pedir à ministra da educação para se preocupar com... A EDUCAÇÃO!!!

demo-cracias

Na senda do velho "vamos brincar aos políticos"...
Parece que hoje o deputado José Manuel Coelho foi impedido pelos seguranças de entrar no parlamento da madeira por ter ostentado uma bandeira nazi na assembleia regional.
Ok, o senhor é capaz de ter encontrado uma forma pouco ortodoxa de fazer passar a sua mensagem, mas... Será que o facto de não o deixarem entrar no edifício do parlamento não é uma demonstração de que ele tem alguma razão quando apelida de fascistas os membros do governo regional e a bancada do psd?
Já há uns tempos que me convenci que a Madeira é um regime monárquico, onde o rei e os membros da sua corte podem dizer e fazer o que querem e os outros... Bem, os outros são os outros!


Nesta coisa do "tens a liberdade de dizer o que quiseres, desde que seja a meu favor", assola-me o lado demoníaco da democracia, por isso... demo-cracias!

afirmacionismos

F. Leite diz que as obras públicas não contribuem para baixar o desemprego em Portugal, mas em Cabo-Verde, na Ucrânia e por aí fora.
Caiu o carmo e a trindade! Ah e tal, que a senhora é xenófoba e mais outras coisas igualmente tolas...

Pessoalmente nunca fui fã desta senhora, e continuo a não o ser, mas... será que o que ela disse é mentira??
Ou é só uma verdade-chata (ou inconveniente, como dizia o outro moço)?!

avaliacionismos


A reboque destas notícias, sinto que tenho que referir o assunto. Aqui vai.

Imaginemos que o seleccionador nacional de futebol decide adoptar o maria-de-lurdismo como técnica para escolher os atletas a convocar. Assim pede a todos que mantenham os seus portfolios devidamente actualizados, que reúnam todas as suas fichas de trabalho, que façam relatórios sobre os jogos efectuados e sobre os treinos... Claro que quando chega o dia do jogo, terá dificuldade em perceber o porquê da derrota, afinal de contas, todos eles são muito bons a mexer com a papelada!

Perante este caso, qualquer um diria "mas o homem não devia ir vê-los jogar??"...

Agora apliquemos o caso à educação. Aqui diriamos "mas não é pelas aulas que se define um bom professor??". É que os bons professores que tive, aqueles que realmente me ensinaram alguma coisa, eram bons a dar aulas... Se preenchiam relatórios como verdadeiros deuses burocráticos (ou burro-cráticos), foi coisa que nunca me interessou... e continua a não interessar!

magalhismos

Neste caso as fotos bastam-se a si mesmas, e pouco mais resta para dizer. Sempre fui amigo de bricadeiras e risos, sempre achei que uma boa gargalhada é, muitas vezes, melhor solução que uma lamentação sem fim. Mas isso não quer dizer que não tenha noção de que há coisas com as quais devemos recusar-nos a brincar, para não ultrapassar os limites da decência... E vai a ver-se e... não é que é este o desktop dos acessores do nosso primeiro ministro?!?!


Acho que fica tudo dito sobre políticas feitas de forma inconsciente e meio-a-brincar. É que uma coisa é todos termos consciência de que em Portugal se anda a brincar à política, outra coisa, completamente diferente, é que eles o digam!!