sociabilidade insociável

"[...] a sociabilidade insociável dos homens, isto é, a sua tendência para entrar em sociedade; essa tendência, porém, está unida a uma resistência universal que, incessantemente, ameaça dissolver a sociedade. Esta disposição reside manifestamente na natureza humana. O homem tem uma inclinação para entrar em sociedade, porque em semelhante estado se sente mais como homem, isto é, sente o desenvolvimento das suas disposições naturais. Mas tem também uma grande propensão para se isolar, porque depara ao mesmo tempo em si com a propriedade insocial de querer dispor de tudo a seu gosto e, por conseguinte, espera resistência de todos os lados, tal como sabe por si mesmo que, da sua parte, sente inclinação para exercer a resistência contra os outros (...), os seus congéneres, que ele não pode suportar, mas dos quais também não pode prescindir."
Immanuel Kant, Ideia de uma história universal com um propósito cosmopolita

Kant escreveu este texto em 1784, e surpreende-me, ao olhar em volta para a sociedade (da qual também sou sócio), o quanto esta idéia de sociabilidade insociável é actual e perfeitamente aplicável àquilo que se tem passado nos últimos dias.
De facto não nos suportamos, mas também não podemos prescindir uns dos outros! De facto queremos regras que se apliquem a todos, mas procuramos sempre uma excepçãozinha para nós! De facto temos um lado social, mas temos também uma tendência enorme para minar e destruir a sociedade.

Agora voltando aos desacatos da Bela Vista (juro que estava a tentar não voltar a este assunto), hoje soube que a câmara tem por receber milhares de euros de rendas daquelas habitações sociais que nunca foram pagas pelos moradores. Algumas rendas têm valores de 3€ (não, não me enganei, são 3€ mesmo)!!

Kant sabia mesmo do que falava!

bela vista

No ano em que dei aulas em Setúbal (2000/2001), estive no bairro da Bela Vista duas vezes. Na primeira vez andávamos perdidos (eu e o meu colega, um grande amigo…) e à procura daquela que seria a nossa casa para esse ano. Perdemo-nos e acabámos num bairro onde decidimos parar para pedir informações. Quando olhamos para o carro estacionado ao nosso lado, reparámos que estava carregado de pequenos buracos redondos. Balas! A seguir percebemos que à nossa volta havia uma série de olhares que nos fixavam sem medo. Saímos dali assim que possível, porque não nos sentíamos bem.

Ouvi muitas vezes falar no bairro da Bela Vista, do tráfico de drogas que lá havia, da quantidade de armas que por lá andavam, de como nós, novos na zona, não queríamos ter problemas com a malta lá do bairro…

Na semana que passou voltei a ouvir falar do bairro da Bela Vista e não foi pelas melhores razões, outra vez! Ao que parece a polícia (ou a bófia, ou como for) alvejou uma pobre criança que disparava contra eles… Depois começou a violência, contra a polícia… Como se estivéssemos de regresso àquele velho oeste do ‘olho por olho’…!

A seguir começaram a levantar-se as vozes de sempre: “ah, e tal que a exclusão social isto e aquilo”; “ah, que este tipo de problemas é de muito difícil solução”. No fim veio o argumento de que mais gostei, porque parvo: “ah, que a polícia não pode agir desta forma e disparar contra as crianças…”

Como??

“Ah, que a polícia não pode agir desta forma e disparar contra as crianças…”

Como??

Depois desta alarvidade mágica é inevitável imaginarmos a solução alternativa (apesar de, em termos lógicos, correr o risco de criar um raciocínio falacioso): ora se a polícia não pode responder quando lhes disparam, resta-lhes a hipótese de levar tiros destas…, “crianças” de arma em punho! Mas por outro lado, se assim é, para que raio serve a polícia? Para o tiro ao alvo desta malta?

Há já uns tempos que penso que as políticas sociais que temos vindo a seguir estão desajustadas, mas é mais do que certo que não é a incendiar os carros dos outros, nem a apedrejar os bombeiros, que trazemos justiça social ao país!

crise?? onde?

Diz o povo, na sua infinita sabedoria:
"quem parte e reparte,
e não fica com a melhor parte,
ou é burro, ou não tem arte"

Ah, o povo sabe tantas coisas...
Numa incursão pelo site do jormal i li uma notícia que me deixou meio-abananado. O título é: "Políticos portugueses recebem o maior aumento da última década" (!!). A princípio fiquei incrédulo, afinal andamos em crise e a apertar o cinto e tal... Mas depois fui ler a notícia e descobri que o nosso Primeiro Ministro (nem sei porque escrevo isto com maiúsculas) vai ser aumentado em 161€ por mês... De acordo com o mesmo jornal, "os aumentos dos pensionistas são mais limitados"... Humm
Leio isto e penso:
'Mas o Presidente da República não mete mão nisto?'
Mais abaixo descubro que o salário do PR aumenta em 140€ (antes ganhava só 7415€) e concluo: 'de facto, o PR mete mão nisto!'

Continuo a ler e eis que me surge esta:
"Os titulares de cargos públicos têm ainda direito a um abono mensal para despesas, cujo limite pode chegar a 40% do salário no caso do Presidente, primeiro-ministro e ministros, ou de 25% no caso dos deputados."

Crise?? Onde?

back on stage...

Depois de muitos terem escrito verdadeiros epitáfios relativamente a estes senhores e de a banda ter sido dada como irremediavelmente desaparecida (o último álbum nem teve direito a tour), eis que os Rammstein se preparam para lançar um novo álbum e prometem passar por Portugal!
Será no próximo dia 8 de Novembro no pavilhão Atlântico. Lá estaremos, outra vez!

Aqui fica um cheirinho...

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críticos contrafactuais

O pensamento contrafactual pode caracterizar-se como uma situação em que:
"as pessoas elaboram simulações mentais de situações passadas, nas quais as coisas ocorrem de uma forma diferente daquilo que aconteceu na realidade. A alteração mental de resultados passados, presente nestes pensamentos, é uma reacção cognitiva a acontecimentos negativos ou a acontecimentos que não confirmam as expectativas."

Traduzindo: trata-se de uma forma de pensar em que procuramos adaptar o que acontece àquilo que pensamos (em vez de adaptar o nosso pensamento à realidade).
Ao ler as críticas que determinados semi-deuses rabiscam nos jornais, nos blogues, enfim, onde quer que lhes dão espaço para parirem os resultados da sua bílis (porque para algum lado tem de cuspir fel), não consigo evitar a recordação do conceito de contrafactual.

Por exemplo, se uma banda lança para o mercado um novo álbum, as críticas seguem, tradicionalmente um de dois caminhos: (1) A banda não inova e mantém-se agarrada ao passado e o novo álbum é apenas mais do mesmo; (2) A banda perdeu a sua identidade e cedeu ao mercado MTV (são uns vendidos).
E RARAMENTE há lugar para o: mantiveram a sua identidade, fizeram um bom álbum apesar de não ser uma revolução no mundo da música.

É que anda a fartar-me esta malta que exige que cada banda se reinvente de álbum para álbum, e, quando isso acontece, dizem que estão a ceder ao mercado e à pressão das vendas e blá, blá, blá... Como se na verdade quisessem que a realidade se adaptasse à sua forma de pensar (por isso falam como quem diz verdades universais), mas isso não revelasse mais do que um medo de errar caso se comprometessem com uma crítica um pouco mais... positiva! 

Não só andam de olhos e ouvidos tapados, como insistem em procurar fazer com que o mesmo aconteça connosco!

ilusões & desilusões

Já ouvi o Amália Hoje, e confesso-me desiludido… A expectativa era alta, e quando assim é…
Esperava uma coisa noutra ordem, e afinal é apenas um álbum de The Gift, o que não é mau, mas sabe a pouco, para o que parecia prometer!


Por outro lado os Depeche Mode acabaram de lançar um novo álbum, chama-se sounds of the universe… Ainda estou a dissecar a coisa, de qualquer modo estes senhores não têm sabido desiludir, se bem que neste ponto tenho alguma dificuldade em fazer análises imparciais! Gosto!

a qualidade e o gosto

Sabendo que qualidade e gosto pessoal nada têm a ver, porque o segundo é subjectivo, mas a primeira nada tem de subjectividade, aqui fica a história.
Durante anos achei The Gift uma banda menor... Não conhecia e recusava-me a conhecer! Aquelas teimosias embirrantes que, ainda que cresçamos, continuamos a ter... Tal como quando éramos crianças...
Depois fui, meio contra vontade (arrastado por alguém que conhece muito bem a banda e principalmente o Nuno Gonçalves), a um concerto da banda e a minha opinião mudou. MESMO!
Hoje considero a capacidade criativa deste rapaz, mentor da banda, qualquer coisa de muito especial. Não consegue deixar de lado os seus critérios de qualidade e aprimora-se em tudo o que faz... Se olharmos para os arranjos de um album de The Gift à escolha, percebemos isso mesmo.
Há um par de semanas, perguntei ao tal Sr-que-me-levou-ao-primeiro-concerto-da-banda que andavam eles a fazer, caladinhos durante tanto tempo. A resposta: o Nuno está a trabalhar num projecto, Amália Hoje, em que se pretende apresentar um olhar diferente sobre algumas músicas celebrizadas pela Amália...
Nunca achei a Amália extraordinária (limitação minha, talvez), principalmente porque achava que não se percebia nada do que a senhora cantava e para mim o fado perde muito quando não entramos na letra. Sempre achei que, por exemplo, a Mariza é melhor do que a Amália alguma vez foi, muito embora aqui se trate apenas de uma questão de gosto... Mas o que é certo é que esta "grande senhora do fado" (Amália) cantou poemas fantásticos e excelentemente musicados.
Agora eis que aparecem os primeiros vislumbres do resultado deste trabalho em que o Nuno Gonçalves revisita a Amália através de vozes como as da Sónia Tavares (The Gift) ou do meu ex-colega de curso Fernando Ribeiro (Moonspell)... A julgar pelo single de apresentação, vem aí qualquer coisa... Qualquer coisa BOA!

princípio de Peter

Algures em 1969 o sr Laurence Peter saiu-se com uma tese segundo a qual, «nas organizações burocráticas estruturadas hierarquicamente, há uma tendência para que os funcionários sejam promovidos até ao seu "nível de incompetência"».
Por outras palavras, os funcionários vão trabalhando numa empresa e, devido à sua competência nas diversas tarefas, vão sendo promovidos até que, inevitavelmente, após a sua ascensão na carreira, atingem um nível para o qual não são competentes, mas que conseguem manter porque a despromoção não é um mecanismo habitual (afinal, se promovemos uma pessoa por mérito não podemos depois voltar a despromovê-la).
A consequência: nos cargos mais elevados temos pessoas que não são suficientemente competentes para os ocupar, mas que ficam lá, em prejuizo da empresa...
Penso no Peter e olho para o Canal Parlamento... Volto a pensar no Peter... Volto a olhar para o Canal Parlamento... ... Desligo a TV!

compaixão

Seguia Buda, um dia, o seu caminho,
Sob os raios de sol que o penetravam,
Quando avistou, deitado, um cão velhinho,
Com chagas, onde os vermes pupulavam.

E, com amor e fraternal carinho,
Limpou-lhe as chagas podres, que cheiravam
Tão mal! – livrando assim o pobrezinho,
Mendigo cão das dores que o matavam.

Mas, preocupado, continuou andando…
E lembrou-se dos vermes, que, ficando
Sem nenhum alimento, iam morrer.

E voltou junto deles; e um pedaço
De carne, ali, cortara do seu braço
E, abençoando-os, deu-lhes de comer.
Teixeira de Pascoaes, As Sombras


Apesar de provir do imaginário de Pascoaes, é um excerto demonstrativo daquela compaixão budista em que o sacrifício pessoal é considerado inferior à mais infima forma de vida, que nós, os civilizados do mundo novo, tendemos a considerar insignificante.

Era porreiro que nos contagiasse um pouco, esta compaixão...

pequeno nada (4)

Comprei algo que queria há tanto, tanto, tanto tempo!
... ...
Porque, no passeio que faz pela(s) odisseia(s) humana(s), nos mostra, ao mesmo tempo, aquela nossa face que olhamos com uma saudade desmedida, talvez porque é, de facto, a saudade daquilo que nunca tivemos... E, da forma como caminhamos, talvez nunca venhamos a ter!
O melhor filme de sempre!
(E pensar que cheguei a fazer testes com este filme... Se gostassem havia uma hipótese, caso contrário... andamento!)

vídeos

Porque, graças a um anúncio, voltei a lembrar-me desta música... Deparei-me com estes vídeos e pensei:
Será a Evolução?

Primeira versão de Mad World (dos Tears for Fears), e duas covers que escolhi, a primeira porque gosto da cover, a segunda porque gosto do vídeo. No fim, a versão actual, dos Tears for Fears, outra vez.

O primeiro (em 1982)


A cover do Gary Jules (mesmo boa)


A cover de Sara Hickman (vídeo giro)

Tears for Fears em 2005


Nunca me passou pela cabeça que um dia iria ter aqui uma música desta banda (ainda por cima numa data de versões), mas agora já está!

apetece-me dizer












O Papa voltou a exprimir a posição oficial da Igreja face ao uso do preservativo.

Qual é o problema?

Fê-lo num país assolado pelas DST's e onde propor a abstinência sexual como forma de prevenção é, claramente, o mesmo que olhar para o lado relativamente a uma realidade que se nos impõe a cada momento!

Qual é o problema?

O resultado prático mais provável é que as pessoas não usem o preservativo, nem se abstenham, e façam o que sempre fizeram com todas as implicações que isso continua a ter em termos de saúde...

Sim, mas qual é o problema?

O problema é que este tipo de atitude, demasiado conservadora, só afasta ainda mais da Igreja pessoas que cada vez se sentem menos identificadas com a sua religião, porque a consideram afastada do seu dia-a-dia, quando deveria ocorrer o contrário...

E com tudo isso continuas a afirmar-te católico??

Sou católico e continuarei a ser, porque considero que o catolicismo, enquanto religião, tem mais qualidades que as outras. Claro que, tal como há benfiquistas que não concordam com o que diz o seu presidente e não deixam de ser benfiquistas... ...

E porque há sempre estes...

notícias

E ainda há quem diga que não há notícias animadoras...

O Público de hoje diz isto:
«Escuta telefónica feita em Fevereiro de 2005 envolve José Sócrates no caso Freeport
"Vão mas é chatear o Sócrates porque ele é que recebeu os 500 mil." A frase, interceptada numa escuta telefónica de 17 minutos [...]»


Pá, isto anima!! A mim, pelo menos, anima!

o sal da vida e a mini da sagres

Ao que parece decidiram regulamentar a quantidade de sal no pão.
Eu gosto de pão com sal; gosto daquela manteiga dos Açores, com sal; gosto de café; gosto de uma boa feijoada; gosto de petiscos com os amigos (de quase todos os petiscos); enfim, gosto de uma série de coisas que o meu médico - com o seu ar sabedor, destas coisas da saúde - costuma agradecer que eu coma, pois tem garantidas as visitas da minha parte!

A ideia de regulamentar estas coisas mete-me um bocado de medo...
É que se por um lado é bom que tratem da nossa saúde por nós, já que nem temos juízo para o fazermos nós mesmos (a lei já o faz, quando nos obriga a usar o cinto de segurança ou capacete, cuja não utilização apenas a nós prejudica - exceptuando, obviamente, quem tem de raspar os nossos miolos do asfalto) e isto pode levar, imagine-se, a que um dia se reduza o nivel de nicotina no tabaco,

por outro lado,
arriscamos a que qualquer dia, um governo mais louco e autocrático, decida cometer a heresia de mexer na receita da mini da Sagres*!!
Se eles se atrevem a mexer na mini...
Ai se eles se atrevem... ...

E.F. - Já agora, alguém sabe dizer-me quanto de sal têm os pacotes de Ruffles* (é que às vezes tenho vontade de lavar as batatas) e, por falar em Sagres*, aqueles amendoins que se vendem em pacotitos, quanto de sal têm? Mas como a culpa é do pão, ainda bem que não acompanho a mini com pão... Livra, ainda me salgava todo!!

choque(s) tecnológico(s)

Na Finlândia, o país maravilha para o nosso PM, berço do choque tecnológico e outros choques que tais, uns mais, outros menos radicais, um moço decidiu fazer da prótese do seu dedo uma pen drive usb, com 2 gigas de espaço. Quando necessita, só tem de retirar o dedo e inserí-lo na entrada usb do computador, quando termina, volta a colocar o dedo.(!)

Pergunto-me quanto faltará até que este tipo de coisas venha integrado em nós desde a nascença...
Raio de evolução da espécie, tinhas de ser tão lenta??!

referências inevitáveis




Vem aí o aguardado DA banda...

Sai esta segunda-feira no nosso país (quero lá saber da crise) e chama-se No Line on the Horizon.

Na Fnac do Colombo (esse antro de perdição) vão tocar os 2U, a única banda que toca U2 de forma não-herege...

ahh

Não podia deixar de referir

(03/02/09 - Comprei, e... é mesmo bom! Não é o Achtung Baby, mas é mesmo bom... MESMO!)

chamemos-lhe... casamento!


Vai para dois anos, decidi casar. Deu-me para isso, pronto! Fi-lo quando quis e com quem quis (mai nada!)...

Agora andam por aí a falar em deixar (porque é de deixar que se trata) que pessoas do mesmo género casem. E, claro, levantam-se as vozes de quem não concorda... Ok, que se faz quando não concordamos? Dizemo-lo, claramente! Mas uma coisa é EU querer casar com uma pessoa de um género diferente do meu (porque gosto dela e pronto), e outra é querer que todos OS OUTROS gostem do mesmo que eu!!

Claro que não quero com isto dizer que a Igreja (ai ai) tenha que dizer, "ah e tal nós achamos muito bem". Pelo contrário. Na Igreja são celebrados casamentos de duas pessoas que professam a mesma forma de fé e que, como é óbvio, sentem que faz sentido contrair o matrimónio ali e daquele modo, não só com uma dimensão civil e contratual, mas num momento sagrado no qual Deus tem um papel importante (foi o meu caso)!
Como é óbvio, o casamento civil não entra aqui... Ou não seria civil... Mas isso não impede que todos (incluindo a Igreja) possam dizer o que pensam (mas é lógico que isto não pode equivaler a querer mudar a forma de acção de cada um)...


Agora outra coisa.
Numa reportagem qualquer para um canal qualquer perguntaram, a quem passava na rua (onde tudo acontece) o que pensavam sobre o casamento entre pessoas do mesmo género.

De entre várias respostas mais ou menos alarves, ouvi um argumento fantástico (porque parvo): "devia usar-se um outro termo, no lugar de casamento".
Humm
Não consigo deixar de pensar sobre isto... E chamava-se o quê? Carapaus de escabeche??

pearl diving

Nos dicionários aparece frequentemente o termo 'pearl diving' associado à pesca de pérolas, mas já é altura de sugerir uma aplicação diferente.
É que os índios (de que o Steinbeck se farta de falar) que faziam isto são cada vez menos e estão em vias de extinção, enquanto a nova forma de 'pearl diving' está em franca espansão...
Assim:
Pearl diving é aquele mergulho que damos quando tocamos uma pívia numa piscina e tentamos apanhar o sémen que lentamente se dirige para o fundo!

pequeno nada (3)

Uma aluna encontrou-me e disse: "tenho uma coisa para si".
Depois deu-me isto:

Humm... ... ...

politicacionismos

Às vezes (que não são tantas como isso) a política tem coisas giras...
O Presidente da República recusa-se a comentar o caso Freeport - está no seu direito. Em democracia cada um apenas comenta o que lhe dá na gana!
O que estranha não é, por isso, que o PR não comente, o que estranha é que não possa dizer "não comento porque não me apetece" ou "só comento se eu quiser", ou ainda "não podes obrigar-me a comentar" (enquanto mostra a língua ou mastiga bolo-rei)... Em vez de dizer algo deste género, o PR disse "Hoje estamos aqui num torneio de Golf, não se tratam de assuntos de Estado, podemos assim dizer".
Humm.
1) Estou demasiado ocupado a assistir a um torneio de golf, para pôr-me agora a comentar isso??? Será isto??
2) Desde quando isto é um "assunto de Estado"? Não é uma questão de justiça e tribunais e tal??
E o pior é que era tão fácil...
Era só dizer, num bom algarvio: "nã me fégues com iss déb! Tál tá o rái do môss! Móss, deslárga-me da mão!"