inevitável

Uma notícia triste trouxe-me - inevitavelmente - à memória uma música bem antiga:
Jorge parou
os ponteiros da vida
mergulhando os olhos
no mar de água fria

conspirações

Encontrei aqui uma teoria da conspiração de acordo com a qual o Paul MacCartney morreu em 1966 e foi substituído por um fulano, parecido, mas sem talento! Fazem uma comparação exaustiva (como é próprio de qualquer teoria da conspiração que se preze) recorrendo a fotos "dos dois"... Gostei!
Principalmente porque este Paul nunca me convenceu e quando o ouvi cantar aquela cena dos sapos (acho que se chamava We All Stand Together) pensei "aqui há gato", ou sapo, ou o que for, mas talento(?)... nããã!!

previsões

Prevejo (sem falar com a Maya), que vai ser editado um álbum com músicas-que-o-Michael-Jackson-tinha-estado-a-gravar-mas-que-nunca-foram-editadas, no fim de Novembro (para dar tempo até ao Natal)... "Le roi est mort, vive le roi!"
A ver se me engano!

ah, bons tempos...

Tempos houve em que no bar novo, na faculdade de letras, tudo parava para ver o Dragon-Ball...

E... tempos houve em que os Cebola Mol estavam em todo o lado, graças a Deus, e nós... sorriamos!
Agora anunciam um álbum intitulado: O fim dos Cebola Mol
Nas palavras do grande Eddie Stardust (Eduardo Madeira): "Podemos lançar outros a seguir, mas este é o último. Já está despachado."
Já para Phil Stardust (Filipe Homem Fonseca): "Não sei explicar porque é que as pessoas ficam contentes a ouvir as nossas ‘quase-músicas’".

Aqui fica, para matar saudades...
Songoku

ainda pulsa...

Por todo o lado nos aparece a notícia: Michael Jackson morreu!
Ninguém esperava que o homem que pretendia ficar para sempre jovem deixasse este mundo precisamente no momento em que se preparava para voltar aos palcos. Quer se gostasse ou não do tipo de música que este senhor fazia (sinceramente nunca fui grande fã, apesar de gostar de algumas músicas), convenhamos que era "um artista"... dos verdadeiros! Passou grande parte da sua vida a proteger o seu corpo de quaisquer agressões exteriores, como se o corpo fosse tudo e, ao mesmo tempo, tão pouco... e... no final, o corpo falhou!
Não faço apologias dos mortos, nem tenho o hábito de andar por aí a dizer, assim que alguém morre: "ah, e tal, este era muito bom" (porque temos esta tendência parva para dar mais valor aos mortos que aos vivos)...
Mas
É claro que se ouvirmos uma daquelas músicas de Michael Jackson que deixa em nós um sorriso (sim, ele também tem disso), sentimos que... ainda mexe!


Apetece lembrar uma já velhinha, dos Titãs, com o mítico Arnaldo Antunes. É que... o pulso ainda pulsa... e o corpo ainda é pouco!


mais coisas online

Numa altura em que o país parece estar a calar-se dos dois lados dessa fronteira que tem vindo a separar professores e mi(ni)stério da educação... Veio ter comigo este vídeo. Como está engraçado e, ao que parece foi bloqueado no youtube, deixo-o aqui.

petição online

Ora aqui está uma petição online com piada.
Assino com um sorriso no rosto, apesar dos erros de português do texto da petição e de saber que estas coisas valem pouco mais que nada!

assinar
Pelo regresso dos míticos Manowar a Portugal!!

Assisti a um concerto desta malta no dramático de Cascais em 1994 (?) que foi qualquer coisa de fantástico... Até porque os Manowar não são uma banda qualquer, temos que recordar que, numa altura em que as coisas ainda estavam a começar, foram a primeira banda em que cada um dos membros assinou o seu contrato com o próprio sangue!

Agora um par de malucos-do-metal decidiu criar esta petição. Assino (apesar de ser para o Porto e de discordar do tom desta malta que se considera sempre posta de lado), nem que seja só pelo sorriso que isso provoca em mim... Oh, saudade!!


este mexeu lá dentro, e teve que vir para aqui

Recebi por email esta curta-metragem, e... teve que ser!
Acho que é para dedicar àqueles que, estoicamente, participam em campanhas nas quais não recebem o que quer que seja (excepto a sensação de dever cumprido), mas, independentemente de tudo o resto, continuam a fazer a sua parte!

ai o português, o português...

Hoje realizaram-se os exames de Português.
Parece que a coisa correu sem grandes sobressaltos pelo país fora. Ainda bem!

De acordo com uma notícia do Público, ontem, vésperas do exame de Português, aquele-que-ocupa-o-cargo-de-primeiro-ministro demonstrou mais uma vez que o estudo não tem sido o seu forte e... confundiu maioria absoluta com maioria parlamentar, dizendo que eram a mesma coisa.

Claro que não é obrigatório que um senhor cujo percurso académico é... o que é (!), seja obrigado a ser um mestre da língua portuguesa, mas pelo menos convém que saiba aquilo que com ele se relaciona directamente, pelo menos para saber o que pede à malta!

Ah, que saudades do Sócrates grego...

exames... espero que não se note!

O Público de hoje apresenta uma notícia com o título: "alunos enfrentam os exames num dos anos mais agitados nas escolas do país". Sinceramente, espero que não se note, pois há sem dúvida uma factura a pagar por um ano de instabilidade e descontentamento face à série de experiências (sim, porque é de experiências que se trata: a experiência de um regime de faltas que não lembra ao chifrudo; a experiência de um regime de avaliação da docência em função de critérios (quais?) no mínimo duvidosos, enfim... experiências) levadas a cabo pelo Ministério da Educação (ou mistério da educação). O que aborrece é que, como qualquer corrente tende a quebrar pelo elo mais fraco, quem acaba por pagar estas facturas são aqueles que menos têm culpa do desnorte que caracterizou este ano lectivo: os alunos!
Felizmente trabalho numa escola que (por ser privada) consegue manter-se mais ou menos alheada deste clima de instabilidade e, ao longo do ano, proporcionar aos seus alunos um ambiente de trabalho que, neste momento, lhes permita fazer face aos exames nacionais com algum optimismo.

Felizmente isto acontece na escola onde lecciono.


Infelizmente, isto não acontece no resto do país, e é por essa razão que espero que não se note, nos resultados destes exames, a quantidade de experiências que este ano se lembraram de fazer no ensino! No ano passado, a coisa resolveu-se com um exame de matemática... como dizê-lo... acessível (!), o que dá origem a uma bela peneira, com ornamentos pintados a ouro que, por um momento, até parece que tapa o sol... por um momento!

Bem, espero que não se note... muito!

a lei da morte

A frase é: "E aqueles, que por obras valerosas, se vão da lei da morte libertando".
Sempre li esta frase a pensar no adquirir da imortalidade através da obra, que persiste para além do autor... Mas... Na passada quarta-feira fui forçado ler Camões de uma forma um pouco diferente!

AC/DC
Uma banda que já anda por cá desde 1973 (é verdade, isso tudo) e que tem mantido exactamente o mesmo registo desde então. O guitarrista (o mítico Angus Young) parece não envelhecer: toca e dança exactamente da mesma forma que sempre fez. O vocalista (Brian Johnson) que continua a cantar exactamente com os mesmos tiques que lhe conhecemos desde que se juntou à banda em 1980... E por falar em 1980, foi nesta altura que surgiu aquele que para mim é O album desta banda: Back in Black, que ouvi vezes sem conta numa cassete (no tempo em que ainda existiam cassetes)...

A maravilha é que fui para o concerto a pensar em três faixas que me são particularmente queridas: Back in Black, You Shook Me All Night Long e TNT..., e eles tocaram as três!
Normalmente passados alguns anos, as bandas têm uma certa tendência para readaptar as músicas em função das tendências actuais. Os AC/DC não o fizeram. Tocaram estas três músicas do mesmo modo que há 28 anos e...
...
Continua a saber tão bem!!
Continua a mexer tanto com a malta!!
Continua a provocar em nós aquele sorriso!!

Dito isto e depois de um belo concerto em Alvalade, apetece-me interpretar Camões de outra forma: é que estes senhores, através de uma bela "obra valerosa" parecem mesmo libertar-se da morte... Porque estão cada vez mais novos!!

para dedicar

Hoje liguei a tv e (inadvertidamente, entenda-se) fui parar à TVI... Lembrei-me logo dos velhinhos Titãs.
A versão não é a original, mas o vídeo é mesmo ideal para dedicar a esse grande e maravilhoso canal de tv...



A televisão
me deixou burro
muito burro demais
Agora todas coisas
que eu penso
me parecem iguais

O sorvete me deixou gripado
pelo resto da vida
E agora toda noite
quando deito
é boa noite, querida...

Oh Cride, fala prá mãe
que eu numca li num livro
que o espirro
fosse um vírus sem cura
Vê se me entende
pelo menos uma vez
criatura!

A mãe diz pra eu fazer
alguma coisa
mas eu não faço nada
A luz do sol me incomoda
então deixa
a cortina fechada

É que a televisão
me deixou burro
muito burro demais
E agora eu vivo
dentro dessa jaula
Junto dos animais

Oh Cride, fala prá mãe
que tudo o que a antena captar
o meu coração captura
Vê se me entende
pelo menos uma vez
criatura!
Oh Cride, fala prá mãe

...

sociabilidade insociável

"[...] a sociabilidade insociável dos homens, isto é, a sua tendência para entrar em sociedade; essa tendência, porém, está unida a uma resistência universal que, incessantemente, ameaça dissolver a sociedade. Esta disposição reside manifestamente na natureza humana. O homem tem uma inclinação para entrar em sociedade, porque em semelhante estado se sente mais como homem, isto é, sente o desenvolvimento das suas disposições naturais. Mas tem também uma grande propensão para se isolar, porque depara ao mesmo tempo em si com a propriedade insocial de querer dispor de tudo a seu gosto e, por conseguinte, espera resistência de todos os lados, tal como sabe por si mesmo que, da sua parte, sente inclinação para exercer a resistência contra os outros (...), os seus congéneres, que ele não pode suportar, mas dos quais também não pode prescindir."
Immanuel Kant, Ideia de uma história universal com um propósito cosmopolita

Kant escreveu este texto em 1784, e surpreende-me, ao olhar em volta para a sociedade (da qual também sou sócio), o quanto esta idéia de sociabilidade insociável é actual e perfeitamente aplicável àquilo que se tem passado nos últimos dias.
De facto não nos suportamos, mas também não podemos prescindir uns dos outros! De facto queremos regras que se apliquem a todos, mas procuramos sempre uma excepçãozinha para nós! De facto temos um lado social, mas temos também uma tendência enorme para minar e destruir a sociedade.

Agora voltando aos desacatos da Bela Vista (juro que estava a tentar não voltar a este assunto), hoje soube que a câmara tem por receber milhares de euros de rendas daquelas habitações sociais que nunca foram pagas pelos moradores. Algumas rendas têm valores de 3€ (não, não me enganei, são 3€ mesmo)!!

Kant sabia mesmo do que falava!

bela vista

No ano em que dei aulas em Setúbal (2000/2001), estive no bairro da Bela Vista duas vezes. Na primeira vez andávamos perdidos (eu e o meu colega, um grande amigo…) e à procura daquela que seria a nossa casa para esse ano. Perdemo-nos e acabámos num bairro onde decidimos parar para pedir informações. Quando olhamos para o carro estacionado ao nosso lado, reparámos que estava carregado de pequenos buracos redondos. Balas! A seguir percebemos que à nossa volta havia uma série de olhares que nos fixavam sem medo. Saímos dali assim que possível, porque não nos sentíamos bem.

Ouvi muitas vezes falar no bairro da Bela Vista, do tráfico de drogas que lá havia, da quantidade de armas que por lá andavam, de como nós, novos na zona, não queríamos ter problemas com a malta lá do bairro…

Na semana que passou voltei a ouvir falar do bairro da Bela Vista e não foi pelas melhores razões, outra vez! Ao que parece a polícia (ou a bófia, ou como for) alvejou uma pobre criança que disparava contra eles… Depois começou a violência, contra a polícia… Como se estivéssemos de regresso àquele velho oeste do ‘olho por olho’…!

A seguir começaram a levantar-se as vozes de sempre: “ah, e tal que a exclusão social isto e aquilo”; “ah, que este tipo de problemas é de muito difícil solução”. No fim veio o argumento de que mais gostei, porque parvo: “ah, que a polícia não pode agir desta forma e disparar contra as crianças…”

Como??

“Ah, que a polícia não pode agir desta forma e disparar contra as crianças…”

Como??

Depois desta alarvidade mágica é inevitável imaginarmos a solução alternativa (apesar de, em termos lógicos, correr o risco de criar um raciocínio falacioso): ora se a polícia não pode responder quando lhes disparam, resta-lhes a hipótese de levar tiros destas…, “crianças” de arma em punho! Mas por outro lado, se assim é, para que raio serve a polícia? Para o tiro ao alvo desta malta?

Há já uns tempos que penso que as políticas sociais que temos vindo a seguir estão desajustadas, mas é mais do que certo que não é a incendiar os carros dos outros, nem a apedrejar os bombeiros, que trazemos justiça social ao país!

crise?? onde?

Diz o povo, na sua infinita sabedoria:
"quem parte e reparte,
e não fica com a melhor parte,
ou é burro, ou não tem arte"

Ah, o povo sabe tantas coisas...
Numa incursão pelo site do jormal i li uma notícia que me deixou meio-abananado. O título é: "Políticos portugueses recebem o maior aumento da última década" (!!). A princípio fiquei incrédulo, afinal andamos em crise e a apertar o cinto e tal... Mas depois fui ler a notícia e descobri que o nosso Primeiro Ministro (nem sei porque escrevo isto com maiúsculas) vai ser aumentado em 161€ por mês... De acordo com o mesmo jornal, "os aumentos dos pensionistas são mais limitados"... Humm
Leio isto e penso:
'Mas o Presidente da República não mete mão nisto?'
Mais abaixo descubro que o salário do PR aumenta em 140€ (antes ganhava só 7415€) e concluo: 'de facto, o PR mete mão nisto!'

Continuo a ler e eis que me surge esta:
"Os titulares de cargos públicos têm ainda direito a um abono mensal para despesas, cujo limite pode chegar a 40% do salário no caso do Presidente, primeiro-ministro e ministros, ou de 25% no caso dos deputados."

Crise?? Onde?

back on stage...

Depois de muitos terem escrito verdadeiros epitáfios relativamente a estes senhores e de a banda ter sido dada como irremediavelmente desaparecida (o último álbum nem teve direito a tour), eis que os Rammstein se preparam para lançar um novo álbum e prometem passar por Portugal!
Será no próximo dia 8 de Novembro no pavilhão Atlântico. Lá estaremos, outra vez!

Aqui fica um cheirinho...

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críticos contrafactuais

O pensamento contrafactual pode caracterizar-se como uma situação em que:
"as pessoas elaboram simulações mentais de situações passadas, nas quais as coisas ocorrem de uma forma diferente daquilo que aconteceu na realidade. A alteração mental de resultados passados, presente nestes pensamentos, é uma reacção cognitiva a acontecimentos negativos ou a acontecimentos que não confirmam as expectativas."

Traduzindo: trata-se de uma forma de pensar em que procuramos adaptar o que acontece àquilo que pensamos (em vez de adaptar o nosso pensamento à realidade).
Ao ler as críticas que determinados semi-deuses rabiscam nos jornais, nos blogues, enfim, onde quer que lhes dão espaço para parirem os resultados da sua bílis (porque para algum lado tem de cuspir fel), não consigo evitar a recordação do conceito de contrafactual.

Por exemplo, se uma banda lança para o mercado um novo álbum, as críticas seguem, tradicionalmente um de dois caminhos: (1) A banda não inova e mantém-se agarrada ao passado e o novo álbum é apenas mais do mesmo; (2) A banda perdeu a sua identidade e cedeu ao mercado MTV (são uns vendidos).
E RARAMENTE há lugar para o: mantiveram a sua identidade, fizeram um bom álbum apesar de não ser uma revolução no mundo da música.

É que anda a fartar-me esta malta que exige que cada banda se reinvente de álbum para álbum, e, quando isso acontece, dizem que estão a ceder ao mercado e à pressão das vendas e blá, blá, blá... Como se na verdade quisessem que a realidade se adaptasse à sua forma de pensar (por isso falam como quem diz verdades universais), mas isso não revelasse mais do que um medo de errar caso se comprometessem com uma crítica um pouco mais... positiva! 

Não só andam de olhos e ouvidos tapados, como insistem em procurar fazer com que o mesmo aconteça connosco!

ilusões & desilusões

Já ouvi o Amália Hoje, e confesso-me desiludido… A expectativa era alta, e quando assim é…
Esperava uma coisa noutra ordem, e afinal é apenas um álbum de The Gift, o que não é mau, mas sabe a pouco, para o que parecia prometer!


Por outro lado os Depeche Mode acabaram de lançar um novo álbum, chama-se sounds of the universe… Ainda estou a dissecar a coisa, de qualquer modo estes senhores não têm sabido desiludir, se bem que neste ponto tenho alguma dificuldade em fazer análises imparciais! Gosto!